Inimigo de si

Vivia de uma tal maneira que sua vida se tornara uma constante batalha
Eram lutas… conflitos diários
Todo o tempo
Seu inimigo estava muito próximo
Era uma luta velada
Tratava-se de uma guerra sem fim
Não havia armas
Não havia sangue
Apenas existia um alguém que se fez refém de si
O inimigo habitava ali
Naquele corpo… ora vítima… ora gladiador do seu próprio eu
Quando se deu conta percebeu que o seu inimigo era ele mesmo
E que as intermináveis batalhas, os agoniantes conflitos e as guerras desleais eram internas
Então, resolveu renascer para morrer um eu que não tinha piedade de si

 

Roberta Ferreira

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